22 de abr de 2009

Da sala de aula para o campo

A China agora quer matar dois coelhos com uma cajadada só. Segundo a Xinhua, agência oficial de notícias do país, o governo vai reembolsar cotas escolares ou empréstimos dos estudantes recém-formados que toparem trabalhar nas áreas mais pobres do país, principalmente no oeste e centro. Como o ensino superior não é totalmente gratuito e a chinesada precisa rebolar pra conseguir ter um diploma, o governo acha que vai ser um ótimo negócio. Ao mesmo tempo qualifica o setor rural e implementa ações para diminuir a pobreza no campo, e tenta arrumar emprego para milhões de recém-formados que estão desempregados. A dor de cabeça quase se tornou uma bela enxaqueca quando foi divulgada a perspectiva de ter mais 6,1 milhões de novos formados em junho desse ano. 
Claro, há condições para os que toparem o programa. A soma da cota deve ser inferior a 6 mil yuans por ano, o contrato deve ser assinado antes da graduação entre o governo e a universidade e cancelamentos serão passíveis de punição. Mas para quem está em um mato sem cachorro pode ser uma opção. 
Confesso que achei a ideia boa. Eu te ajudo daqui e tu me ajudas de lá. Será que um programa semelhante no Brasil, abatendo créditos do Fies, por exemplo, e levando o povo para trabalhar no norte e nordeste do país não seria bacana?

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